
Dor cervical por tensão muscular: o que são os pontos-gatilho e como aliviar
Pontos-gatilho e aumento de sensibilidade muscular podem estar associados a alguns quadros de dor cervical. Entenda por que aparecem e o que costuma ajudar a aliviar.

Ajudo pessoas com dor na coluna a saírem de crises, a desistirem de cirurgias desnecessárias, a retornarem para suas atividades prazerosas e a praticarem seus esportes favoritos.
“Meus pacientes precisam sair do meu consultório melhor que entraram”, eis a minha meta de atendimento diariamente.
São mais de 10.000 atendimentos realizados entre tratamentos de coluna e das principais articulações do corpo (ombro, cotovelo, mão, quadril, joelho, pé, ATM), regiões em que conseguimos bons resultados usando raciocínio clínico baseado na ciência e com técnicas adequadas.
Na certeza de que nem os anos de prática clínica nem os atendimentos realizados pressupõem domínio e perfeição, o estudo e o aprendizado são contínuos na tentativa de acompanhar as descobertas científicas que esclarecem vagarosamente um pouco mais da complexidade do ser humano e do misterioso sistema chamado DOR.
Cuidado, experiência e movimento em cada etapa do tratamento

O consultório Hortência Melo tem uma equipe dedicada a pessoas com dor na coluna e outras condições musculoesqueléticas. O trabalho parte de uma avaliação criteriosa, da compreensão do que cada paciente precisa e da construção de um tratamento individualizado, com orientações claras e participação ativa ao longo da recuperação.
Mais do que aplicar técnicas, buscamos ajudar você a entender o que está acontecendo, recuperar a confiança no próprio corpo e voltar às atividades que fazem parte da sua vida.
Além da Dra. Hortência Melo, a fisioterapeuta Lorrane Gramosa integra a equipe e compartilha da mesma proposta: um cuidado individualizado, acolhedor e direcionado ao que cada paciente precisa.
A atuação dela segue a abordagem desenvolvida por Hortência ao longo dos anos, com avaliação criteriosa, raciocínio clínico e escolha das condutas mais adequadas a cada quadro. Atende pacientes com dores lombares, cervicais e torácicas, além de condições que envolvem ombros, joelhos, cotovelos e outras articulações.
Pode utilizar recursos como RPG, dry needling, mobilizações articulares, exercícios terapêuticos e massagem terapêutica, sempre de acordo com a avaliação e os objetivos definidos em conjunto.
Dra. Lorrane também é instrutora de Pilates e acompanha pacientes que precisam recuperar mobilidade, força, confiança e capacidade para as atividades do dia a dia.
Dra. Hortência e Dra. Lorrane trabalham de maneira integrada, discutindo casos e mantendo a mesma linha de conduta no consultório. Isso permite que os pacientes sejam acompanhados com continuidade, organização e segurança, independentemente da profissional responsável pela sessão.
A entrada da Dra. Lorrane amplia a disponibilidade da equipe sem abrir mão da atenção e dos princípios que orientam o trabalho do consultório.
É o primeiro contato (e mais importante) que o paciente faz com o fisioterapeuta.
A coluna pode doer em praticamente qualquer fase da vida
TRATAMENTO PARA HÉRNIA SEM CIRURGIA
Ter hérnia de disco não é sentença de cirurgia nem de dor para a vida toda.
Avaliação e tratamento das dores articulares (as famosas “juntas”)

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Travou a lombar? Veja o passo a passo das primeiras 72 horas de uma crise de dor lombar aguda: o que fazer, o que evitar e os sinais de alerta.

Se você convive com dor na coluna, provavelmente já ouviu um monte de coisas assustadoras: que sua hérnia pode “estourar”, que sua postura é a
A maioria das pessoas acredita que para iniciar um tratamento com fisioterapeuta é obrigatório primeiro fazer uma série de exames, ou pelo menos um raio-X. Isso acontece porque vivemos em um modelo de saúde em que se realizam muitos exames de imagens, seja qual for a dor.
Existem casos em que, de fato, é INDISPENSÁVEL realizar exames de imagem, entre eles o raio-X. Não pretendo esgotar todas as situações em que ele se faz indispensável, pois é um exame excelente para muitas condições dentro da ortopedia, pneumologia, odontologia, etc. Meu desejo é apenas esclarecer em que momento você deve se preocupar ou não, em fazer um raio-X ao sentir dor, e se você pode ou não vir diretamente para fisioterapia.
Primeiro ponto:
– Para que serve um raio-X, grosso modo?
– Basicamente, para ver osso, e isso inclui ver fraturas (quando o osso está quebrado), fissuras (uma pequena “rachadura” no osso), desalinhamento articular e/ou luxações (quando o osso sai do lugar).
– Essas situações podem acontecer com nossos ossos basicamente quando?
– Ao sofrermos algum trauma, ou seja, uma queda (escorregar, cair da escada, de patins), uma colisão em veículos (bicicleta, moto, carro), receber um impacto forte (na cabeça, por exemplo), acidente com arma de fogo (onde o projétil fica alojado no corpo). E aqui eu estou falando de qualquer parte do corpo, OK? Braços, perna, cabeça, coluna…
De forma específica, em relação à nossa coluna, o raio-X é muito importante se você sofrer um acidente de trânsito mais sério, cair de uma altura considerável, ou se você tiver uma escoliose. Escoliose ocorre logo na adolescência, e é quando a coluna perde seu alinhamento, ela fica torta ou sinuosa; mas, dificilmente gera dor. Em outra ocasião falaremos melhor sobre a escoliose.
Uma ressalva importante: pessoas idosas podem sofrer fraturas na coluna ao levantarem uma carga elevada ou realizarem um movimento brusco, especialmente quando apresentam fragilidade óssea. Alguns relatam ouvir um estalo muito alto ao fazerem uma dessas atividades e sentem muita dor. Dessa forma, o exame também seria necessário, já que há suspeita de fratura.
Esclarecidos esses pontos, você já deve ter concluído que rotineiramente sua dor e a dor das pessoas que você conhece não se encaixam nessas situações que citei acima, não é mesmo?
Até mesmo porque se você (ou um amigo) sofrer um acidente ou cair de maneira grave a primeira coisa que fará certamente é ir para a emergência/urgência.
Portanto, se sua dor é persistente, te incomoda há algum tempo, você já tentou vários tratamentos, ou vários tipos de remédio, fez até alguns exercícios, mas não melhorou ainda, calma! Não será um raio-X que irá te dizer o que fazer, ele não irá te dar direção do que fazer.
Você pode vir diretamente ao consultório, fazer uma avaliação clínica e, quando indicado, já iniciar o tratamento no primeiro atendimento.

Essa é uma das perguntas que mais escuto no consultório — e a resposta costuma surpreender: para a maioria das pessoas, correr não é prejudicial à coluna. O efeito depende da condição clínica, do volume de treino, da preparação física e da progressão da carga.
Um estudo publicado na revista Scientific Reports comparou os discos intervertebrais de 79 pessoas — corredores de longa distância, praticantes de corrida moderada e pessoas sedentárias. Os corredores tinham discos mais hidratados e com maior conteúdo de proteoglicanos (cerca de 10% a mais) e discretamente mais altos. Ou seja: o disco responde ao impacto se adaptando, do mesmo jeito que o osso e o músculo fazem.
Um detalhe interessante desse estudo: o melhor efeito não apareceu nas corridas mais intensas, e sim na faixa da caminhada rápida e do trote leve, em torno de 7 km/h.
E a dor? Uma revisão sistemática que reuniu 19 estudos encontrou prevalência de dor lombar entre corredores na faixa de 0,7% a 20% — bem abaixo da população geral, onde a dor lombar chega perto de 50% das pessoas ao longo da vida.
Quem já tem dor também pode correr. O ensaio clínico ASTEROID, publicado no British Journal of Sports Medicine, acompanhou 40 adultos com dor lombar crônica durante 12 semanas. Eles corriam 3 vezes por semana, 30 minutos, alternando períodos curtos de corrida com caminhada — começando com apenas 15 a 45 segundos de corrida por vez. O resultado foi redução de dor e de incapacidade, com boa tolerância.
Os sintomas costumam estar mais relacionados à progressão inadequada da carga, à capacidade física atual e à recuperação insuficiente do que à corrida isoladamente. A dor costuma aparecer quando o volume sobe rápido, falta preparo de força e não há tempo de recuperação entre os treinos.
Se você sente dor e quer começar a correr, o caminho não é evitar — é organizar a dose.