
Dor cervical por tensão muscular: o que são os pontos-gatilho e como aliviar
A dor no pescoço mais comum vem de pontos-gatilho no trapézio e no elevador da escápula. Entenda por que eles aparecem e o que realmente alivia.

Há 12 anos ajudo pessoas com dor na coluna a saírem de crises, a desistirem de cirurgias desnecessárias, a retornarem para suas atividades prazerosas e a praticarem seus esportes favoritos.
“Meus pacientes precisam sair do meu consultório melhor que entraram”, eis a minha meta de atendimento diariamente.
São mais de 10.000 atendimentos realizados entre tratamentos de coluna e das principais articulações do corpo (ombro, cotovelo, mão, quadril, joelho, pé, ATM), regiões que conseguimos bons resultados usando raciocínio clínico baseado na ciência e com técnicas adequadas.
Na certeza de que nem os anos de prática clínica, tampouco os atendimentos realizados supõem domínio e perfeição, o estudo e aprendizado é contínuo na tentativa de acompanhar as descobertas científicas que esclarecem vagarosamente um pouco mais da complexidade do ser humano e do misterioso sistema chamado DOR.
Cuidado, experiência e movimento em cada etapa do tratamento

O consultório Hortência Melo conta com uma equipe dedicada ao atendimento de pessoas com dor na coluna e outras condições musculoesqueléticas. Nosso trabalho parte de uma avaliação cuidadosa, da compreensão das necessidades de cada paciente e da construção de um tratamento individualizado, com orientações claras e participação ativa durante todo o processo de recuperação.
Mais do que aplicar técnicas, buscamos ajudar cada pessoa a entender o que está acontecendo, recuperar a confiança no próprio corpo e voltar às atividades que fazem parte da sua vida.
Além da Dra. Hortência Melo, a fisioterapeuta Lorrane Gramosa integra a equipe do consultório e compartilha da mesma proposta de atendimento: oferecer um cuidado individualizado, acolhedor e direcionado às necessidades de cada paciente.
Sua atuação está alinhada à abordagem desenvolvida por Hortência ao longo dos anos, com avaliação cuidadosa, raciocínio clínico e escolha das condutas mais adequadas para cada situação. Atende pacientes com dores lombares, cervicais e torácicas, além de condições que envolvem ombros, joelhos, cotovelos e outras articulações.
Durante os atendimentos, pode utilizar recursos como RPG, dry needling, mobilizações articulares, exercícios terapêuticos e massagem terapêutica, sempre de acordo com a avaliação e os objetivos definidos para cada paciente.
Dra. Lorrane também é instrutora de Pilates e participa do acompanhamento de pacientes que precisam recuperar mobilidade, força, confiança e capacidade para realizar suas atividades cotidianas.
Dra. Hortência e Dra. Lorrane trabalham de maneira integrada, discutindo casos e mantendo a mesma linha de cuidado dentro do consultório. Isso permite que os pacientes sejam acompanhados com continuidade, organização e segurança, independentemente da profissional responsável por cada atendimento.
Sua presença amplia a disponibilidade da equipe sem abrir mão da atenção, do cuidado e dos princípios que orientam o trabalho do consultório.
É o primeiro contato (e mais importante) que o paciente faz com o fisioterapeuta.
A coluna pode doer em praticamente qualquer fase da vida
TRATAMENTO PARA HÉRNIA SEM CIRURGIA
Ter hérnia de disco não é sentença de cirurgia e nem de dor para vida toda.
Livre-se de dores nas articulações (as famosas “juntas”)

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Travou a lombar? Veja o passo a passo das primeiras 72 horas de uma crise de dor lombar aguda: o que fazer, o que evitar e os sinais de alerta.

Se você convive com dor na coluna, provavelmente já ouviu um monte de coisas assustadoras: que sua hérnia pode “estourar”, que sua postura é a
A maioria das pessoas acredita que para iniciar um tratamento com fisioterapeuta é obrigatório primeiro fazer uma série de exames, ou pelo um raio-X. Isso acontece porque vivemos em um modelo de saúde em que se realizam muitos exames de imagens, seja qual for a dor.
Existe casos que, de fato, são INDISPENSÁVEIS realizar exames de imagem, dentre eles o raio-X. Não pretendo exaurir todas as situações que ele se faz indispensável, pois é um exame excelente para muitas condições dentro da ortopedia, pneumologia, odontologia, etc. Meu desejo é apenas clarear na sua cabeça em que momento você deve se preocupar ou não, em fazer um raio-X ao sentir dor, e se você pode ou não vir diretamente para fisioterapia.
Primeiro ponto:
– Para que serve um raio-X a grosso modo?
– Basicamente, para ver osso, e isso inclui ver fraturas (quando o osso está quebrado), fissuras (uma pequena “rachadura” no osso), desalinhamento articular e/ou luxações (quando o osso sai do lugar).
– Essas situações podem acontecer com nossos ossos basicamente quando?
– Ao sofremos algum trauma, ou seja, uma queda (escorregar, cair da escada, de patins), uma colisão em veículos (bicicleta, moto, carro), receber um impacto forte (na cabeça, por exemplo), acidente com arma de fogo (onde o projétil fica alojado no corpo). E aqui eu estou falando de qualquer parte do corpo, OK? Braços, perna, cabeça, coluna…
De forma específica em relação a nossa coluna, o raio-X é muito importante se você sofrer um acidente de trânsito mais sério, cair de uma altura considerável, ou se você tiver uma escoliose. Escoliose ocorre logo na adolescência, e é quando a coluna perde seu alinhamento, ela fica torta ou sinuosa; mas, dificilmente gera dor. Em outra ocasião falaremos melhora da escoliose.
Uma ressalva importante se faz no caso de idosos, que podem sofrer fraturas na coluna ao pegarem/levantarem um peso maior, ou ao realizar um movimento muito brusco. Alguns relatam ouvirem um estalo muito alto ao fazerem uma dessas atividades e sentem muito dor. Dessa forma, o exame se faria também muito necessário, já que uma suspeita de fratura.
Deixado claro esses pontos, você já deve ter concluído que rotineiramente sua dor e a dor das pessoas que você conhece não se encaixa nessas situações que citei acima, não é mesmo?
Até mesmo porque se você (ou um amigo) sofrer um acidente ou cair de maneira grave a primeira coisa que fará certamente é ir para a emergência/urgência.
Portanto, se sua dor é persistente, te incomoda há algum tempo, você já tentou vários tratamentos, ou vários tipos de remédio, fez até alguns exercícios, mas não melhorou ainda, calma! Não será um raio-X que irá te dizer o que fazer, ele não irá te dar direção do que fazer.
Você pode vir diretamente ao consultório, fazer uma avaliação clínica, realizar um atendimento e já sair melhor na primeira sessão.

Essa é uma das perguntas que mais escuto no consultório — e a resposta contraria o que a maioria das pessoas acredita: não, correr não faz mal para a coluna. O que a ciência mostra é o contrário.
Um estudo publicado na revista Scientific Reports comparou os discos intervertebrais de 79 pessoas — corredores de longa distância, praticantes de corrida moderada e pessoas sedentárias. Os corredores tinham discos mais hidratados e com maior conteúdo de proteoglicanos (cerca de 10% a mais) e discretamente mais altos. Ou seja: o disco responde ao impacto se adaptando, do mesmo jeito que o osso e o músculo fazem.
Um detalhe interessante desse estudo: o melhor efeito não apareceu nas corridas mais intensas, e sim na faixa da caminhada rápida e do trote leve, em torno de 7 km/h.
E a dor? Uma revisão sistemática que reuniu 19 estudos encontrou prevalência de dor lombar entre corredores na faixa de 0,7% a 20% — bem abaixo da população geral, onde a dor lombar chega perto de 50% das pessoas ao longo da vida.
Quem já tem dor também pode correr. O ensaio clínico ASTEROID, publicado no British Journal of Sports Medicine, acompanhou 40 adultos com dor lombar crônica durante 12 semanas. Eles corriam 3 vezes por semana, 30 minutos, alternando períodos curtos de corrida com caminhada — começando com apenas 15 a 45 segundos de corrida por vez. O resultado foi redução de dor e de incapacidade, com boa tolerância.
Então o que faz mal não é correr. É correr demais, cedo demais. A dor costuma aparecer quando o volume sobe rápido, falta preparo de força e não há tempo de recuperação entre os treinos.
Se você sente dor e quer começar a correr, o caminho não é evitar — é organizar a dose.